PASSAGEM PARA A FINAL DO US OPEN POR R$ 650 EM MILHAS
A passagem para a final do US Open sai por R$ 650 em taxas com milhas do cartão. A conta de gasto, hotel e anuidade para quem tem patrimônio alto.
As suas compras no cartão poderiam pagar a passagem de ida e volta para a final do US Open em Nova York.
A FINAL DO US OPEN COM A PASSAGEM PAGA EM MILHAS
A organização do torneio marcou a final do US Open masculino de 2026 para 13 de setembro, às 14h no horário de Nova York, no estádio Arthur Ashe, com Ben Shelton diante de Alexander Zverev. Uma família brasileira com R$ 2 milhões investidos poderia ter assistido ao jogo pagando a passagem com milhas. A viagem de referência deste estudo sai de Guarulhos em 10 de setembro, volta em 16 de setembro e usa 190 mil milhas da Azul Fidelidade, 101 mil na ida e 89 mil na volta, e o viajante paga R$ 650 em taxas de embarque.
Nicholas Nathanson, do Bleacher Report, escreveu antes da partida sobre o peso esportivo do jogo para os Estados Unidos.
"Ben Shelton está prestes a fazer história, a uma vitória de encerrar um jejum de 23 anos dos homens americanos em Grand Slam." – Nicholas Nathanson, Bleacher Report
A mesma viagem paga em dinheiro custaria R$ 5.057, pela tarifa levantada no estudo, e as milhas economizam R$ 4.407. Os dois cartões usados na conta, o XP Legacy e o BTG Ultrablue, atendem clientes com patrimônio investido a partir de R$ 1 milhão, e as 190 mil milhas saem das compras que a família faz com eles no Brasil.
QUANTO VALE CADA MILHA DESSA EMISSÃO
Os R$ 4.407 economizados equivalem a R$ 23,19 por mil milhas usadas. O Melhores Destinos aponta R$ 13 como valor-alvo do milheiro da Azul em 2026. A HeyMiles calculou média de R$ 15 em maio de 2026, e cada mil milhas desta emissão rendeu acima dessa média.
Com as 190 mil milhas avaliadas a R$ 15, a passagem custa R$ 2.850 em milhas mais as taxas, R$ 3.500 no total, e a tarifa em dinheiro sai 44% mais cara. A R$ 13 o milheiro, a emissão fica em R$ 3.120 e a tarifa em dinheiro sai 62% mais cara. Para uma família com R$ 5 milhões investidos, a passagem pelo preço de mercado das milhas ainda custa menos que a tarifa em dinheiro.
O GASTO NO CARTÃO QUE GERA AS 190 MIL MILHAS
O XP Legacy e o BTG Ultrablue dão 3 pontos por dólar em compras no Brasil, e os dois transferem para a Azul Fidelidade na proporção de 1 para 1, o XP Legacy pela Livelo e o Ultrablue de forma direta. Com o dólar a R$ 5,15, as 190 mil milhas pedem US$ 63 mil em compras, ou R$ 326 mil.
Dividido em 12 meses, esse gasto fica em R$ 27.181 por mês, e em 6 meses a fatura mensal chega a R$ 54.361. Uma família com R$ 2 milhões investidos que concentra as despesas da casa num único cartão juntaria as milhas da passagem em um ano.
Um bônus de 100% na transferência corta a conta pela metade, para R$ 163 mil, ou R$ 13.590 por mês em 12 meses. Para a família com R$ 2 milhões investidos, transferir os pontos durante uma campanha de bonificação divide pela metade o gasto que financiaria a passagem.
ONDE O XP LEGACY E O BTG ULTRABLUE SE SEPARAM
Nas compras em dólar fora do Brasil, o XP Legacy paga 9,5 pontos por dólar e o Ultrablue paga 3,5, de acordo com o Melhores Cartões. As mesmas 190 mil milhas saem de US$ 20.000 em compras no exterior com o XP Legacy, R$ 103.000 ao câmbio do estudo, ou R$ 8.583 por mês em 12 meses, e com o Ultrablue pedem US$ 54.286. Para um investidor com R$ 10 milhões que paga viagens e despesas em dólar com o cartão, a pontuação no exterior pesa mais que a nacional na escolha entre os dois.
A anuidade do XP Legacy custa R$ 4.200 por ano e, desde junho de 2026, sai de graça para clientes com R$ 30 mil de gasto acumulado nos últimos 3 meses, R$ 10 mil por fatura na média, ou com R$ 3 milhões investidos. O Ultrablue cobra R$ 4.800 e isenta clientes que já tiveram R$ 1 milhão e hoje têm pelo menos R$ 400 mil investidos ou com fatura a partir de R$ 40 mil. No ritmo de 12 meses, os R$ 27.181 mensais do gasto no Brasil ficam acima da exigência do XP Legacy e abaixo da exigência do Ultrablue.
Um cliente com R$ 5 milhões investidos passa das duas exigências de patrimônio e tira a anuidade da conta. Para um cliente do Ultrablue que não cumpre nenhuma das duas exigências do cartão, a anuidade de R$ 4.800 supera os R$ 4.407 que as milhas economizaram na passagem.
O HOTEL EM TIMES SQUARE PELO ALL ACCOR
Na premissa de hospedagem do estudo, seis noites num Novotel em Times Square a US$ 380 por noite somam US$ 2.280, ou R$ 11.742. No ALL, programa de fidelidade da Accor, 1.000 pontos valem 20 euros no resgate, segundo o One Mile at a Time, e a estadia consome cerca de 98.700 pontos, ou 1.974 euros.
A Livelo e a Esfera transferem pontos para o ALL na proporção de 3,5 para 1, e a Azul Fidelidade pede 11,25 milhas por ponto ALL para a maioria dos clientes e 9 milhas nas categorias Diamante e no Clube Azul, de acordo com o Cartões, Milhas e Viagens. Pela Livelo, o hotel exige 345.450 pontos, que a 3 pontos por dólar pedem R$ 593.022 em compras no Brasil, ou R$ 49.419 por mês em 12 meses. Esse gasto equivale a 11,9% de uma carteira de R$ 5 milhões.
Pela Azul Fidelidade, no melhor caso de 9 para 1, o hotel consome 888.300 milhas, e cada mil milhas rende R$ 13,22 em diária, contra R$ 23,19 na passagem. Somando passagem e hotel pela Livelo, o cartão precisa de R$ 919.189 em compras, 9,2% de uma carteira de R$ 10 milhões.
Felipe Mesquita, especialista em cartões de crédito, milhas aéreas e viagens da Zanella Wealth, comenta o valor que costuma ficar esquecido nos programas de pontos.
"Muita gente acumula milhas sem saber o real valor que elas têm. Saber como usá-las é resgatar um benefício que estava passando despercebido, seja para comprar passagem de avião, para o desconto em diárias de hotel ou para a aquisição de um serviço." – Felipe Mesquita, CFP, especialista no setor dentro da Zanella Wealth
Em março de 2026, uma campanha bonificada entre a Smiles e o ALL levou o custo do euro a R$ 3,72, segundo o Cartões, Milhas e Viagens. O Mês do Cliente Accor de 2026, com reservas entre 14 e 22 de setembro, vale para estadias de 8 de outubro a 31 de dezembro, de acordo com o Alta Renda Blog. Para uma família com R$ 5 milhões, essa promoção atende às viagens do fim do ano tranquilamente.
O QUE A CONTA DAS MILHAS DEIXA DE FORA
O ingresso, que infelizmente não é possível pagar usando as milhas, começava em US$ 430 na final masculina, R$ 2.214,50 ao câmbio do estudo, segundo a Front Office Sports. A mesma publicação registrou a semifinal entre Zverev e Karen Khachanov a partir de US$ 28, ante cerca de US$ 300 no início da chave principal.
Com hotel e ingresso incluídos, a viagem inteira paga em dinheiro custa R$ 19.013,50, e a versão com a passagem em milhas fica em R$ 14.606,50. Para uma família com R$ 2 milhões que já passaria R$ 326 mil pelo cartão ao longo do ano, a passagem em milhas deixa a viagem 23% mais barata.
Se o gasto no cartão cresce só para gerar as milhas, a economia na passagem equivale a 1,35% do gasto, e o cashback de 1,5% do Ultrablue sobre o mesmo valor devolveria R$ 4.892,50 em dinheiro, R$ 485,50 a mais. O raciocínio de custo de oportunidade segue o da conta dos dividendos para quem tem patrimônio alto.
Com R$ 1 milhão investido, patamar de entrada dos dois cartões, o gasto que gera as milhas equivale a 32,6% da carteira, e com R$ 2 milhões, a 16,3%.
OS PONTOS QUE O SEU CARTÃO JÁ ACUMULOU
Se você já passa no cartão mais de R$ 300 mil em compras por ano, os pontos que ele gerou este ano estão reservados para uma viagem ou parados à espera de uma próxima campanha?
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