Simulador

Dolarizar quanto do patrimônio?

Escolha a parcela em dólar e veja como os últimos 20 anos teriam sido, com dados do Banco Central e do S&P 500: retorno acima da inflação, oscilação, pior queda, e quantos anos de despesas em moeda forte a sua parcela cobre.

Quanto em dólar

A parcela do patrimônio investida em dólar, em ações globais. Arraste e veja como os últimos 20 anos teriam sido com essa fatia.

Parcela em dólar
20%do patrimônio

As linhas de 0%, 20% e 40% ficam sempre no gráfico, para comparar.

R$

Só muda a escala dos valores; os percentuais são os mesmos.

Despesas em moeda forte

Quanto a família gasta por ano em coisas que seguem o dólar: viagens, escola ou faculdade no exterior, saúde com tecnologia importada, equipamentos.

R$

Em reais de hoje.

Resultado da simulação · 2006 a 2026

Nos últimos 20 anos, uma carteira com 20% em dólar rendeu 5,8% ao ano acima da inflação, contra 4,3% da carteira só em reais. A pior queda foi de -3,2%, contra 0,0%, e o pior ano, 2,9%.

Parcela em dólar0%20%40%
Patrimônio final, em reais de hojeR$ 4.676.168R$ 6.157.949R$ 7.764.995
Retorno ao ano acima da inflação4,3%5,8%7,0%
Retorno nominal ao ano10,2%11,7%13,0%
Volatilidade ao ano0,9%3,4%6,8%
Pior queda do topo ao fundo0,0%-3,2%-9,5%
Pior ano2,1%2,9%-4,5%
Melhor ano14,8%23,0%33,3%
Sua parcela em dólar hojeR$ 400.000
Cobre de despesas em moeda forte4 anos
Para cobrir dez anos50% em dólar
Maior alta do dólar em 12 meses+67%

Num ano como o pior do período, suas despesas em moeda forte ficariam R$ 67.453 mais caras; a parcela em dólar de 20% teria ganhado cerca de R$ 269.810 só com o câmbio.

O patrimônio nos últimos 20 anos, em reais de hoje

Cada linha é a mesma carteira com uma parcela diferente em dólar, rebalanceada uma vez por ano e descontada a inflação. No período, o dólar subiu 139% em reais, mas perdeu 19% para o IPCA, que acumulou 196%. O que fez a parcela em dólar render foi a bolsa americana, mais do que o câmbio.

R$ 1,7 miR$ 3,3 miR$ 4,9 miR$ 6,5 miR$ 8,2 mi2007200920112013201520172019202120232025
0% em dólar 20% em dólar 40% em dólar

Ano a ano

AnoDólar0% em dólar20% em dólar40% em dólar
2006-0,3%+4,2%+5,2%+6,1%
2007-16,9%+11,8%+6,5%+1,4%
2008+34,1%+12,4%+7,2%+1,8%
2009-26,9%+9,9%+6,2%+2,5%
2010-3,3%+9,8%+10,1%+10,4%
2011+8,5%+11,6%+11,3%+11,0%
2012+13,1%+8,4%+13,1%+17,6%
2013+12,9%+8,1%+15,7%+23,6%
2014+12,5%+10,8%+14,1%+17,3%
2015+46,7%+13,3%+20,3%+27,2%
2016-13,4%+14,0%+10,2%+6,5%
2017-1,8%+9,9%+11,7%+13,5%
2018+18,0%+6,4%+8,7%+10,3%
2019+5,8%+5,9%+11,6%+17,5%
2020+25,2%+2,8%+12,4%+21,7%
2021+9,8%+4,4%+11,4%+18,6%
2022-7,2%+12,4%+4,2%-3,5%
2023-6,6%+13,0%+13,9%+14,8%
2024+24,5%+10,9%+19,4%+28,1%
2025-10,6%+14,3%+12,4%+10,6%
2026 (até 08)-5,5%+9,3%+8,9%+8,4%

Retornos nominais por ano-calendário, em reais. A coluna Dólar é a variação do câmbio no ano.

Como entender esta conta

1

O que a conta refaz

Os últimos 20 anos, de 08/2006 a 08/2026, com uma carteira que mantém uma parcela fixa em dólar e o resto no CDI. Uma vez por ano a carteira volta à parcela escolhida: quando o dólar sobe muito, vende-se um pouco; quando cai, compra-se.

2

O que é a parcela em dólar

S&P 500 convertido para reais pelo câmbio de cada mês, com dividendos de 1,8% ao ano somados (o índice de preço não os inclui) e custo de 0,5% ao ano de ETF e custódia. É uma carteira de ações globais, o jeito mais comum de dolarizar; caixa em dólar teria rendido menos e oscilado menos.

3

Retorno real e volatilidade

Retorno real é o que sobrou acima do IPCA. Volatilidade é o quanto a carteira balança de um mês para o outro, anualizada. Pior queda é a maior perda do topo ao fundo, e pior ano é o pior resultado em qualquer janela de 12 meses.

4

O que esta calculadora não mede

Imposto de renda de cada produto, o efeito de aportes ao longo do caminho, outros ativos em dólar (títulos, imóveis, caixa) e o que vem pela frente. Vinte anos de história mostram como o dólar e a bolsa americana se comportaram junto com o CDI; não garantem que o próximo ciclo repita.

Receba esta simulação por e‑mail

Enviamos o comparativo completo, com a tabela ano a ano e as premissas, para você guardar ou discutir com a família. Se quiser, um consultor da Zanella Wealth monta a parcela em dólar com a sua carteira de verdade.

Como a conta de dolarização funciona

O simulador pega os últimos vinte anos, mês a mês, e refaz uma carteira que mantém uma parcela fixa em dólar (ações globais, medidas pelo S&P 500 convertido para reais) e o restante no CDI. Uma vez por ano a carteira volta à parcela escolhida. No fim, a inflação (IPCA) é descontada, para o resultado dizer quanto o patrimônio ganhou de poder de compra, e não só quanto cresceu em reais.

As fontes

CDI mensal, câmbio médio mensal e IPCA vêm das séries do Banco Central do Brasil (SGS 4391, 3698 e 433). O S&P 500 é o fechamento mensal do índice, ao qual somamos dividendos de 1,8% ao ano, que o índice de preço não inclui, e descontamos 0,5% ao ano de custo de ETF e custódia. Período de 08/2006 a 08/2026; dados atualizados em setembro de 2026.

Duas contas que o extrato não mostra

O que o CDI perdeu em dólar

Em trinta anos de Plano Real, o real perdeu entre 83% e 87% do valor frente ao dólar. Uma carteira só em CDI rende todo mês em reais e, medida na moeda em que a família viaja, estuda e se trata, pode ficar parada ou encolher.

O que a concentração custou

Simulação da FIPECAFI, com IR e câmbio: R$ 10 mil em 15 anos viraram R$ 137 mil no S&P 500, R$ 34 mil no CDI e R$ 17 mil no Ibovespa. Para R$ 1 milhão, a diferença entre ficar e sair passou de R$ 12 milhões.

Entre 16% e 18% da cesta de consumo das famílias brasileiras segue o dólar, segundo a FGV. Para famílias de alto patrimônio, com viagens, educação e saúde no exterior, a fatia é maior. A parcela em dólar existe primeiro para pagar essa conta.

Perguntas frequentes

Quanto do patrimônio devo ter em dólar?

Depende de quanto da sua vida é em dólar. Uma regra prática usada nas famílias que atendemos é manter em moeda forte pelo menos o equivalente a dez anos das despesas dolarizadas (viagens, educação no exterior, saúde importada), e a partir daí discutir a parcela como decisão de carteira, entre 20% e 40% para a maioria dos patrimônios. O simulador mostra os dois lados: o histórico de cada parcela e a cobertura das despesas.

Dolarizar é comprar dólar?

Não precisa ser. Dólar parado em conta protege contra o câmbio, mas nos últimos 20 anos perdeu para a inflação brasileira. Dolarizar de verdade é ter ativos que rendem em dólar: ações e títulos globais, fundos e ETFs no exterior, imóveis. O simulador usa ações globais (S&P 500) porque é o jeito mais comum e o que tem histórico mais longo.

Por que a carteira com dólar rendeu mais e balançou mais?

Porque ela soma dois movimentos: o câmbio, que subiu no período, e a bolsa americana, que subiu muito mais. Os dois também caem juntos em alguns momentos (2008, 2020), e é isso que aparece na volatilidade e na pior queda. O CDI, ao contrário, quase nunca cai em reais, mas perde valor em dólar sem que o extrato mostre.

O dólar caiu em termos reais nos últimos 20 anos. Então não protege?

De 2006 a 2026 o dólar subiu bem menos do que o IPCA, porque 2006 já foi um ponto de dólar caro. Em janelas de 12 meses, porém, ele subiu até dois terços, e é nesses anos que as despesas em moeda forte pesam. A proteção do dólar é para os anos ruins do real, e a parcela em ativos que rendem em dólar é o que compensa a perda para a inflação no longo prazo.

E o imposto sobre investimentos no exterior?

Desde 2024, a renda de aplicações financeiras no exterior de pessoa física é tributada a 15% no ajuste anual, e os ganhos com variação cambial entram na base. Estruturas como offshore mudam o momento da cobrança. O simulador não inclui imposto; um consultor coloca a tributação de cada estrutura na conta.

O resultado é uma recomendação?

Não. É uma simulação educativa com dados públicos e premissas declaradas, para dar ordem de grandeza. A parcela certa depende do patrimônio, das despesas, da tolerância a oscilação e da estrutura tributária da família. Um consultor da Zanella Wealth monta a carteira internacional com esses dados.

Do nosso guia

Por que o investidor brasileiro fica, e o que fazer a respeito

Só 2% da poupança brasileira está fora do país; no Chile são 50%, no México 16%. O nome disso é home bias, e ele tem causas conhecidas. Do nosso artigo sobre o custo da concentração doméstica.

O que prende o investidor
01

Décadas de CDI alto

Com o título público pagando dois dígitos, qualquer outra análise virou secundária. O padrão de referência que o CDI criou ainda pesa nas decisões, mesmo com o juro real menor e o acesso ao exterior mais barato.

02

Barreiras operacionais que já caíram

Abrir conta fora, remeter e declarar eram caros e burocráticos. Hoje as plataformas internacionais são acessíveis e o custo de entrada é baixo; o que ficou foi o hábito.

03

Olhar só o retorno em reais

O extrato mostra o CDI subindo todo mês. Não mostra a carteira encolhendo em dólar, nem as despesas em moeda forte ficando mais caras.

O que a conta de longo prazo não resolve
04

Janelas curtas a favor do Brasil

Períodos de 12 a 24 meses em que a bolsa local supera o exterior existem e não são raros. Quem olha só o horizonte de 15 anos subestima a oscilação dos primeiros trimestres.

05

Tributação e sucessão

Custos de repatriação, o imposto sobre a renda no exterior e a escolha da estrutura (conta em nome próprio ou offshore) mudam o retorno líquido. Acima de R$ 5 milhões, o planejamento fiscal entre jurisdições pesa tanto quanto a alocação.

06

Concentração em qualquer mercado

A dominância do dólar e do S&P 500 nas últimas décadas não é garantia para as próximas. Diversificar globalmente é diferente de trocar a concentração no Brasil pela concentração nos Estados Unidos.

Para quem tinha R$ 1 milhão há quinze anos, a diferença entre o caminho do S&P 500 e o do Ibovespa, líquida de imposto e câmbio, passou de R$ 12 milhões. A pergunta que fica é a do título do artigo: você já calculou o que não acumulou?

Ler o artigo sobre o custo da concentração doméstica

Quer montar a parcela em dólar com a sua carteira de verdade?

Um consultor da Zanella Wealth coloca na conta as suas despesas em moeda forte, a estrutura tributária e o que já existe na carteira, e define a parcela e os veículos certos para a família.

Conversar com um consultor