Simulador

Alugar ou financiar um imóvel?

Preencha os dados do imóvel e do financiamento. A conta compara, ano a ano, o patrimônio de quem financia com o patrimônio de quem aluga o mesmo imóvel e investe a diferença. As premissas estão declaradas, com fonte, e todas podem ser editadas.

O imóvel e o aluguel

O aluguel sugerido usa a rentabilidade média do aluguel residencial no Brasil medida pelo FipeZAP em julho de 2026. Edite se souber o aluguel do imóvel que você está comparando.

R$
R$

Calculado a partir do valor do imóvel. Edite se souber o valor real.

A entrada e o prazo

A parcela é calculada pelo sistema SAC, com amortização constante e juros sobre um saldo devedor que cai mês a mês.

R$

Padrão de 20% do valor do imóvel.

Prazo do financiamento
30 anos

Juros e valorização

Os juros do financiamento e a valorização real do imóvel puxam para lados opostos. Juros mais altos encarecem a parcela; valorização mais alta aumenta o patrimônio de quem financia.

% a.a.

Taxa efetiva anual, sistema SAC.

% a.a.

Acima da inflação. Fonte: preço real de imóveis em São Paulo entre junho de 1995 e agosto de 2026, taxa composta de 2,83% ao ano. Ver o artigo.

Retorno e horizonte

O retorno é o que rende, por ano, o dinheiro de quem aluga e investe a diferença. O horizonte é o ano em que os dois patrimônios são comparados.

% a.a.

Retorno nominal anual, antes do imposto de renda.

Horizonte da comparação
10 anos

De 1 a 40 anos.

Premissas do cálculo

Taxas anuais convertidas em taxas mensais equivalentes. O imposto de renda de 15% sobre o ganho da carteira é descontado no fim do horizonte. Condomínio e IPTU ficam fora, porque pesam igual para os dois lados.

% a.a.

Corrige o aluguel uma vez por ano e converte a valorização real em nominal.

% a.a.

ITBI de São Paulo mais escritura e registro, pagos por quem financia no mês zero.

% a.a.

Percentual ao ano sobre o valor do imóvel, pago só por quem financia.

Resultado da simulação

Nestas premissas, a vantagem troca de lado com o tempo, e em 40 anos alugar e investir a diferença termina à frente. Em 10 anos, financiando você teria R$ 1.210.844 de patrimônio. Alugando e investindo a diferença, R$ 1.129.505.

Financiando o imóvelR$ 1.210.844
Alugando e investindo a diferençaR$ 1.129.505

Parcela inicial do financiamento de R$ 7.610, contra um aluguel de R$ 4.096 no primeiro ano.

Os dois patrimônios ao longo de 40 anos

R$ 0R$ 8,4 miR$ 16,8 miR$ 25,1 miR$ 33,5 mi0510152025303540
Financiando o imóvel Alugando e investindo a diferença Horizonte escolhido

Patrimônio ano a ano

Financiando é o valor de mercado do imóvel naquele ano menos o saldo que ainda se deve ao banco, mais o que foi investido quando a parcela ficou menor que o aluguel. Alugando é a carteira de quem investiu a entrada, os custos de aquisição e, todo mês, a diferença entre parcela e aluguel, já descontados 15% de imposto sobre o ganho. Diferença é o primeiro menos o segundo.

AnoFinanciandoAlugandoDiferença
1R$ 240.741R$ 263.224-R$ 22.483
2R$ 325.894R$ 337.995-R$ 12.101
3R$ 415.787R$ 416.754-R$ 967
4R$ 510.770R$ 499.992+R$ 10.778
5R$ 611.223R$ 588.262+R$ 22.960
6R$ 717.551R$ 682.182+R$ 35.369
7R$ 830.190R$ 782.443+R$ 47.748
8R$ 949.611R$ 889.820+R$ 59.790
9R$ 1.076.315R$ 1.005.183+R$ 71.131
10R$ 1.210.844R$ 1.129.505+R$ 81.339

Diferença positiva: financiar está à frente naquele ano. Negativa: alugar e investir está à frente.

Como entender esta conta

n°1

Como ler este resultado

O número maior, entre os dois totais acima, mostra qual caminho constrói mais patrimônio no horizonte escolhido, financiar o imóvel ou alugar e investir todo mês a diferença. O gráfico estende a mesma comparação até 40 anos, mês a mês, para mostrar em qual altura um patrimônio ultrapassa o outro.

n°2

Por que a vantagem pode trocar de lado

A parcela do financiamento SAC cai mês a mês, porque a amortização é constante e os juros incidem sobre um saldo devedor cada vez menor. O aluguel, ao contrário, sobe todo ano pela inflação. Ao mesmo tempo, a carteira de quem aluga rende juros compostos sobre os aportes feitos desde o primeiro mês. Esses três movimentos juntos explicam por que um lado pode estar à frente no início da simulação e o outro, à frente no fim dela.

n°3

O que cada premissa muda no resultado

Juros mais altos aumentam a parcela do financiamento e favorecem quem aluga. Retorno mais alto da carteira favorece quem aluga e investe a diferença. Valorização mais alta do imóvel favorece quem financia, porque soma direto ao patrimônio dele. Inflação mais alta eleva o aluguel a cada ano e também a valorização nominal do imóvel, porque a valorização real informada se soma a ela.

n°4

O que fica fora da conta

Condomínio e IPTU ficam fora, porque pesam da mesma forma para quem financia e para quem aluga um imóvel equivalente. Corretagem de venda também fica fora nesta versão, assim como o imposto de renda sobre o ganho de capital na venda do imóvel, cobrado só de quem financia e decide vender. O patrimônio de quem financia, nesta conta, é o valor de mercado do imóvel menos o saldo devedor do financiamento.

n°5

O que a conta compara

A simulação compara dois caminhos financeiros ao longo do tempo. No primeiro, você financia o imóvel e acumula o valor do imóvel menos o que ainda deve ao banco. No segundo, você aluga um imóvel parecido e investe, mês a mês, a diferença entre o que gastaria financiando e o que gasta alugando. O patrimônio final de cada caminho é o que sobra depois do imposto de renda sobre o ganho da carteira.

n°6

O que pesa a favor de financiar

O imóvel tende a valorizar ao longo dos anos, e essa valorização entra direto no patrimônio de quem financia. A parcela do financiamento também tem prazo para acabar, enquanto o aluguel sobe todo ano junto com a inflação. Depois de quitado o financiamento, o custo de morar cai para a manutenção do imóvel.

n°7

O que pesa a favor de alugar

Financiar exige entrada e custo de aquisição pagos de uma vez, dinheiro que, alugando, fica investido desde o primeiro mês. O financiamento cobra juros todo mês sobre o saldo devedor, e o dinheiro investido rende enquanto o financiamento é pago. Alugar também dá mais liberdade para mudar de cidade ou de bairro sem os custos de trocar de imóvel.

n°8

O que esta calculadora não mede

A conta não mede a estabilidade de morar num imóvel próprio, o custo e o transtorno de uma reforma, o efeito de mudar de cidade no meio do caminho, nem o valor que cada pessoa dá para ter ou não ter um imóvel no próprio nome. Esses fatores pesam na decisão e não têm um número único que sirva para todo mundo.

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Enviamos o resultado completo, com a tabela dos 40 anos e as premissas usadas, para você guardar ou discutir com a família. Se quiser, um consultor da Zanella Wealth ajusta a conta ao seu caso.

Como fazer a conta entre alugar e financiar

A escolha entre financiar um imóvel e alugar costuma ser decidida no sentimento, e o sentimento tem o seu lugar. Antes dele, porém, vale saber o tamanho da diferença em dinheiro, porque ela muda muito conforme os juros do crédito, o retorno que a sua carteira entrega e o tempo que você pretende ficar no imóvel. O simulador acima faz essa conta com as regras abaixo.

O que entra do lado de quem financia

Quem financia paga a entrada e o custo de aquisição no mês zero (ITBI de 3% em São Paulo, mais escritura e registro, que somam cerca de 4% do valor do imóvel), e depois uma parcela mensal calculada pelo sistema SAC, com amortização constante e juros sobre o saldo devedor. Paga também a manutenção do imóvel, estimada em 1% ao ano sobre o valor de mercado. O patrimônio dessa pessoa é o valor do imóvel, que valoriza pela inflação mais a valorização real, menos o saldo que ainda deve ao banco. Quando a parcela fica menor do que o aluguel equivalente, o que sobra também vai para a carteira, para a comparação ser justa.

O que entra do lado de quem aluga

Quem aluga investe, no mês zero, o mesmo dinheiro que o comprador usou de entrada e de custos de aquisição. Todo mês, investe a diferença entre o que o comprador paga (parcela mais manutenção) e o aluguel. O aluguel sobe uma vez por ano pela inflação. No fim do horizonte, a carteira paga 15% de imposto de renda sobre o ganho, e o que resta é o patrimônio dessa pessoa. A conta assume que a diferença é investida de fato, todos os meses, e esse é o ponto em que a maioria das famílias falha na prática.

As fontes das premissas

O aluguel sugerido usa a rentabilidade média do aluguel residencial no Brasil apurada pelo índice FipeZAP em julho de 2026 (0,512% ao mês). A valorização real do imóvel usa a série de preços reais de imóveis em São Paulo entre junho de 1995 e agosto de 2026, com taxa composta de 2,83% ao ano. Juros de 11,5% ao ano, retorno de 12% ao ano e inflação de 4,5% ao ano são os valores padrão e podem ser trocados pelos do seu banco e da sua carteira. Premissas revisadas em setembro de 2026.

Do nosso guia

Estratégias para decisões imobiliárias eficientes

Depois de ver o número, entram as perguntas que definem a decisão de verdade. Este trecho vem do nosso guia sobre decisões imobiliárias, escrito a partir do que vemos nas famílias que atendemos.

Entendendo seu perfil imobiliário
01

Disciplina

Alugar e investir a diferença só funciona para quem investe a diferença. Em muitas simulações esse caminho permite comprar o imóvel à vista antes do fim do financiamento, mas ele exige um aporte mensal disciplinado por anos, sem usar o dinheiro em outra coisa. Quem sabe que não vai manter esse hábito faz melhor em tratar o financiamento como uma poupança forçada.

02

Regras e liberdade

Morar de aluguel significa aceitar restrições do proprietário e do condomínio sobre pets, reformas e uso do imóvel. O imóvel próprio dá liberdade para adaptar a casa à família, e isso tem valor mesmo quando não aparece na conta.

03

Segurança emocional

Para muita gente, ter um lugar para chamar de seu traz tranquilidade, ainda que esteja financiado. Outras pessoas preferem a flexibilidade e a liquidez de manter o dinheiro investido. Nenhuma das duas está errada; o importante é saber qual delas descreve você.

04

Mobilidade

Um imóvel próprio prende. Para quem está em fase de carreira com mudanças de cidade, ou quer liberdade para aproveitar oportunidades, o aluguel pesa menos. Para quem tem negócio local ou carreira estável na mesma cidade, esse ponto quase não conta.

Avaliando seu perfil financeiro-imobiliário
05

Liquidez e reserva

Dar a entrada não pode significar zerar a reserva de emergência. Quem se descapitaliza para comprar fica exposto a qualquer imprevisto, e um imóvel demora meses para virar dinheiro.

06

Custo de oportunidade e concentração

No Brasil, a taxa Selic é a referência natural para comparar o que o dinheiro rende em cada alternativa, e em boa parte dos anos ela pagou mais do que o aluguel rende sobre o valor do imóvel. Além disso, um imóvel costuma ser a maior posição do patrimônio de uma família, e concentração em um único ativo é risco, mesmo quando o ativo é tijolo.

07

Acesso ao crédito

Um bom relacionamento com os bancos e atenção ao ciclo de juros mudam o custo do financiamento, e o custo do financiamento é a variável que mais mexe no resultado desta simulação.

Planilhas e simuladores ajudam a colocar a decisão em ordem de grandeza. Eles não capturam a experiência de morar, o valor de uma escola perto de casa ou a tranquilidade de saber que a família tem para onde ir. A decisão boa é a que passa pelos dois filtros, o financeiro e o pessoal, e é por isso que a conversa com um consultor começa pelo que a família quer da vida, e só depois chega ao número.

Ler o guia completo sobre decisões imobiliárias

Perguntas frequentes

A conta usa financiamento SAC ou Price?

SAC, que é o sistema mais comum no crédito imobiliário brasileiro. A amortização é constante e os juros incidem sobre o saldo devedor, então a parcela começa mais alta e cai todo mês. No Price a parcela é fixa e o saldo cai mais devagar, o que deixa o financiamento mais caro no total; se o seu contrato for Price, o resultado tende a favorecer um pouco mais quem aluga.

De onde vem o aluguel sugerido?

Da rentabilidade média do aluguel residencial no Brasil medida pelo índice FipeZAP em julho de 2026, de 0,512% ao mês sobre o valor do imóvel. Para um imóvel de R$ 800 mil, dá R$ 4.096 por mês. Se você sabe o aluguel do imóvel que está comparando, use o valor real, porque ele muda bastante entre cidades e tipos de imóvel.

O que fica de fora da conta?

Condomínio e IPTU, porque pesam igual para quem aluga e para quem financia o mesmo imóvel. Corretagem na venda, porque a comparação é de patrimônio, e o imóvel entra pelo valor de mercado menos o saldo devedor. E o seguro obrigatório do financiamento (MIP e DFI), que varia por banco e idade; em contratos longos ele pode somar alguns décimos de ponto ao custo do crédito.

Por que a vantagem pode trocar de lado ao longo dos anos?

Três movimentos puxam em direções diferentes. A parcela do SAC cai mês a mês; o aluguel sobe uma vez por ano pela inflação; e a carteira de quem aluga cresce com juros compostos sobre os aportes feitos desde o primeiro mês. No início, a parcela alta favorece quem aluga e investe a diferença. Com o tempo, a parcela fica menor que o aluguel e quem financia passa a investir a sobra, e o imóvel segue valorizando. Dependendo das taxas, um lado começa na frente e o outro termina.

Vale a pena financiar com a Selic no nível atual?

Depende da diferença entre os juros do financiamento e o retorno que a sua carteira consegue de fato entregar, líquido de imposto. Quando o crédito imobiliário custa menos do que a carteira rende, financiar e manter o dinheiro investido tende a ganhar. Quando o crédito custa mais do que a carteira rende, alugar e investir tende a ganhar. O simulador deixa você testar os dois cenários com as taxas do seu banco e da sua carteira.

O resultado é uma recomendação?

Não. É uma simulação educativa com premissas declaradas, para dar ordem de grandeza. A decisão de morar em imóvel próprio ou alugado envolve liquidez, mobilidade, segurança da família e disciplina para investir a diferença todos os meses, e esses fatores não cabem numa planilha. Um consultor da Zanella Wealth ajusta a conta ao seu caso e a compara com o restante do patrimônio.

Quer fazer essa conta com quem faz isso todo dia?

Um consultor da Zanella Wealth ajusta as premissas ao seu caso, compara com o restante do patrimônio e mostra o que muda se o imóvel for para morar, para investir ou para a sucessão da família.

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