Como fazer a conta entre alugar e financiar
A escolha entre financiar um imóvel e alugar costuma ser decidida no sentimento, e o sentimento tem o seu lugar. Antes dele, porém, vale saber o tamanho da diferença em dinheiro, porque ela muda muito conforme os juros do crédito, o retorno que a sua carteira entrega e o tempo que você pretende ficar no imóvel. O simulador acima faz essa conta com as regras abaixo.
O que entra do lado de quem financia
Quem financia paga a entrada e o custo de aquisição no mês zero (ITBI de 3% em São Paulo, mais escritura e registro, que somam cerca de 4% do valor do imóvel), e depois uma parcela mensal calculada pelo sistema SAC, com amortização constante e juros sobre o saldo devedor. Paga também a manutenção do imóvel, estimada em 1% ao ano sobre o valor de mercado. O patrimônio dessa pessoa é o valor do imóvel, que valoriza pela inflação mais a valorização real, menos o saldo que ainda deve ao banco. Quando a parcela fica menor do que o aluguel equivalente, o que sobra também vai para a carteira, para a comparação ser justa.
O que entra do lado de quem aluga
Quem aluga investe, no mês zero, o mesmo dinheiro que o comprador usou de entrada e de custos de aquisição. Todo mês, investe a diferença entre o que o comprador paga (parcela mais manutenção) e o aluguel. O aluguel sobe uma vez por ano pela inflação. No fim do horizonte, a carteira paga 15% de imposto de renda sobre o ganho, e o que resta é o patrimônio dessa pessoa. A conta assume que a diferença é investida de fato, todos os meses, e esse é o ponto em que a maioria das famílias falha na prática.
As fontes das premissas
O aluguel sugerido usa a rentabilidade média do aluguel residencial no Brasil apurada pelo índice FipeZAP em julho de 2026 (0,512% ao mês). A valorização real do imóvel usa a série de preços reais de imóveis em São Paulo entre junho de 1995 e agosto de 2026, com taxa composta de 2,83% ao ano. Juros de 11,5% ao ano, retorno de 12% ao ano e inflação de 4,5% ao ano são os valores padrão e podem ser trocados pelos do seu banco e da sua carteira. Premissas revisadas em setembro de 2026.